O que é o tratamento com ibogaína e quais são os riscos
A ibogaína é uma substância extraída de uma planta africana e estudada para reduzir a fissura e os sintomas de abstinência em algumas dependências. No Brasil, ela não tem registro como medicamento na Anvisa; o uso depende de prescrição médica, importação e responsabilidade do médico que acompanha o caso. As pesquisas ainda são limitadas e os resultados variam.
O principal risco é cardíaco: a ibogaína pode alterar o ritmo do coração e há mortes relatadas associadas ao uso sem controle. Por isso o tratamento com ibogaína só pode ser considerado após eletrocardiograma, exames laboratoriais e avaliação de medicamentos em uso, em ambiente com suporte médico. Ela não substitui a terapia nem o acompanhamento depois da alta.
Nunca use ibogaína comprada pela internet ou oferecida fora de um serviço de saúde. Sem avaliação cardíaca e monitoramento, o risco de complicação grave é real.
Programas de tratamento disponíveis
A ibogaína, quando indicada, é só uma etapa. O paciente segue nos programas abaixo, que são o que sustenta o resultado a longo prazo.
- 017 a 21 dias
Desintoxicação assistida
Primeiros dias com monitoramento médico, controle de abstinência e ajuste medicamentoso em ambiente protegido.
- 023 a 9 meses
Programa terapêutico integral
Rotina estruturada com terapia individual, grupos, atividades físicas e oficinas de reconstrução de projeto de vida.
- 03Vagas limitadas
Ala feminina exclusiva
Espaço separado, equipe treinada em acolhimento de mulheres e abordagem para casos de violência e maternidade.
- 04Acompanhamento diário
Duplo diagnóstico
Para dependência associada a depressão, bipolaridade, esquizofrenia ou ansiedade severa, com psiquiatra na unidade.
- 05Incluído no programa
Pós-alta e prevenção de recaída
Consultas de retorno, grupos de apoio e plano de gatilhos construído com paciente e família por até 12 meses.
Quais os tipos de internação existentes?
Todas as admissões seguem a Lei 10.216/2001 e, no caso de dependentes químicos, a Lei 13.840/2019. A equipe explica à família qual caminho se aplica ao caso antes de qualquer decisão.
O próprio paciente reconhece o problema e assina o termo de adesão ao tratamento.
- Autorização
- Do paciente
- Duração média
- 3 a 9 meses
- Admissão
- No mesmo dia
Solicitada pela família quando há recusa de tratamento e risco à própria vida, sempre com laudo médico.
- Autorização
- Família + laudo
- Duração
- Até a desintoxicação, máx. 90 dias
- Comunicação
- Ministério Público em 72h
Determinada por decisão judicial em casos de risco a terceiros, com acompanhamento jurídico do processo.
- Autorização
- Decisão judicial
- Duração
- Definida em juízo
- Apoio
- Orientação inicial à família
Quanto custa o tratamento com ibogaína
O custo inclui exames, avaliação cardiológica, acompanhamento médico durante e depois da aplicação e o programa terapêutico que vem em seguida. O valor só é informado depois da avaliação, porque parte dos pacientes não tem indicação para a ibogaína.





